quarta-feira, 21 de maio de 2008

Era uma casa muito engraçada...

Num conhecido site de relacionamentos, quando se preenche o perfil do usuário, existe uma opção sobre com quem você mora. Eu tecnicamente marcaria “Só” e “Amigos visitam com freqüência”. Mas, se eu pudesse criar outra opção, diria “Moro só, mas só de vez em quando. Na verdade meus amigos moram tanto aqui, quanto eu!”.
Como diz uma amiga: Armar um buteco? Na cozinha da Ana. Porque o apartamento é dela, mas a cozinha é nossa!
Ontem, mais uma vez, nos reunimos na minha casinha para uma confraternização.
O motivo? Nenhum! E a gente precisa de um motivo pra se reunir?
Na verdade até inventamos uma desculpa esfarrapada de que queríamos trocar as fotos da última sexta-feira, ou que queríamos juntos selecionar alguns adesivos decorativos (essa história ainda vai aparecer por aqui mais adiante!), ou por fim que precisávamos combinar sobre a “programação-cultural-do-último-feriado-do-ano”.
Bom, só sei que tudo deu certo. Uma rodada de quibe cru, com pãozinho sírio e todos os tipos de temperos e misturas possíveis, veio para alegrar a nossa noite de terça-feira.
E na verdade quem acabou se alegrando foi a minha casa.
Juro!
Aproveitando a câmera digital da Iaiá que ficou aqui, acabei, depois da farra, quando já estava sozinha, mas feliz!, tirando umas fotos atuais da “Casa da Ana”. E não é que para a minha surpresa, quando eu fui ver as fotos tiradas, a impressão era de que minhas paredes sorriam!
Cômodos humanamente vazios, mas o ambiente era o mais incrivelmente feliz. Ainda era possível escutar todas as risadas daquela noite ali naquelas fotos. Era quase possível visualizar as feições felizes que por ali passaram, em pleno o meio da semana.
Em seu “Ensaio Sobre a Amizade”, Lya Luft diz que: “as qualidades primeiras que a gente deve esperar de alguém com quem pretende um relacionamento são aquelas que se esperaria do melhor amigo. O resto, é claro, seriam os ingredientes da paixão, que vão além da amizade. Mas a base estaria ali: na confiança, na alegria de estar junto, no respeito, na admiração. Na tranqüilidade. Em não poder imaginar a vida sem aquela pessoa. Em algo além de todos os nossos limites e desastres. (...) Eu não quereria como parceiro de vida quem não pudesse querer como amigo. E amigos fazem parte de meus alicerces emocionais: são um dos ganhos que a passagem do tempo me concedeu. Falo daquela pessoa para quem posso telefonar, não importa onde ela esteja nem a hora do dia ou da madrugada, e dizer: 'Estou mal, preciso de você'. E ele ou ela estará comigo pegando um carro, um avião, correndo alguns quarteirões a pé, ou simplesmente ficando ao telefone o tempo necessário para que eu me recupere, me reencontre, me reaprume, não me mate, seja lá o que for.”
E eu gostaria de assinar embaixo...
Amigos: que alívio que eu tenho por ter vocês!
Eu faço, sim, questão de amizade!
Ah! E a minha casa? Bem... Já não é mais minha! É NOSSA!
Mas o último que sair, apaga a luz!

Um comentário:

Jorge disse...

quando eu for te visitar, descola um quibe cru!!!!!!


beijo.